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A BORBOLETA QUE EXISTE EM NÓS

September 13, 2016

 

Hoje* eu recebi um grande PRESENTE, como várias vezes recebo ao ler a aura de uma pessoa. É incrível como essa ferramenta de luz nos ajuda a enxergar além do óbvio, das aparências e de tudo aquilo que os nossos olhos físicos, ouvidos e mente foram condicionados a ver, ouvir e pensar. A leitura de aura foi realizada para uma determinada pessoa, mas a mensagem que eu li foi para muitos de nós, inclusive para mim. Por isso vou descrever a imagem e compartilhar a essência da mensagem de maneira generalizada.

 

A imagem que se abriu era de uma lagarta no momento em que se recolhe para a grande transformação de sua vida: o momento onde desperta a borboleta que existe dentro de si. A mensagem que essa imagem trazia é que há um momento de nossas vidas, que a nossa essência vibra reconhecimento. Precisamos nos reconhecer borboleta para que a mesma possa surgir/despertar; reconhecer que “dentro” daquela lagarta, aparentemente “feia”, “sem graça” e “inferior” (como muitas vezes nos enxergamos), vive uma linda borboleta (quem verdadeiramente somos) e que pode voar muito longe, tamanho é o seu potencial. Mas para isso acontecer, precisamos acreditar nisso; resgatar essa lembrança que logo tão cedo fomos convidados a esquecer. Muitas vezes estamos tão identificados com essa lagarta que não acreditamos que a borboleta está bem ali: "dentro” dela; a um passo da liberdade de ser quem realmente somos.

 

Reconhecer essa borboleta pode até parecer simples quando vemos por essa perspectiva, mas infelizmente não é isso o que acontece no nosso dia a dia. Estamos tão identificados com a lagarta que realmente duvidamos que essa borboleta possa existir mesmo. Sentimo-nos inseguros; temos medo de acreditar e nos frustrar; e o pior: aprendemos a olhar ao nosso redor e a nos comparar com as pessoas. Nessa comparação, acabamos por vê-las melhores que nós, mais bonitas, mais inteligentes e mais tantas outras coisas que aprendemos nessa vida a valorizar como importantes para, simplesmente, sermos reconhecidos nesse mundo. E, então, a lagarta que acreditamos ser torna-se cada vez mais lagarta na perspectiva de inferioridade que aprendemos a enxergá-la. Pois, infelizmente, esquecermos que ela JÁ É a borboleta que tanto queremos SER.

 

Na maioria das vezes essa identificação com a lagarta acontece porque as referências importantes das nossas vidas, como papai e mamãe, não conseguiram desde cedo reconhecer a borboleta que somos. E não puderam simplesmente porque eles também não conseguiram enxergar a borboleta que existiam neles, pois também acabaram se identificando com a sua lagarta como tantas outras pessoas. Acreditaram e disseram pra gente que precisávamos crescer e aprender a ser borboleta, quando na verdade sempre fomos. Acho que muitos de nós deve se lembrar das famosas perguntas que nos fizeram quando pequenos: “O que você vai ser quando crescer?!”; ou os comentários do tipo: “Esse/a menino/a não quer nada com a vida!”. Na verdade, aprendemos desde cedo que a criança “não é”, ela vai ser ainda... algum dia... quando crescer e se formar e trabalhar e se casar e ter sua própria casa e e e e e e, finalmente, “for alguém”. Aprendemos então que o que JÁ SOMOS não é importante, mas sim aquilo que vamos aprender, conquistar e ser um dia. O que acontece é que não temos noção dos impactos emocionais que essas crenças limitantes vão gerando nas nossas vidas e cada vez mais passamos a buscar fora aquilo que já existe dentro, simplesmente porque não acreditamos em nós. No fundo, buscamos apenas reconhecimento: o reconhecimento dessa Borboleta que todos nós somos, mas que, por não ter sido vista lá trás, não soube reconhecer-se também. O fato é que precisamos urgentemente aprender a fazer isso sozinhos (autoconhecimento) se não quisermos viver o restante de nossas vida achando que somos APENAS uma LAGARTA.

 

*Esse texto foi publicado num dia diferente do que foi escrito como uma forma de cuidado e respeito com a pessoa que recebeu a leitura de aura.

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